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Cooperação técnica dá força à pesquisa com cajá

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Foto: Ronaldo Rosa
A pesquisa ganhou mais força nesta quinta-feira (07), para trabalhar o cultivo sustentável da cajazeira (Spondias mombin L.), espécie nativa da América do Sul e que apresenta bom desenvolvimento em áreas de caatinga, no Nordeste brasileiro, e nas florestas tropicais úmidas da região Norte do País. Um termo de cooperação técnica entre a Embrapa Meio-Norte e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) foi assinado para a execução do projeto Desenvolvimento de Clones e de Tecnologias para o Cultivo Sustentável da Cajazeira.
 
Com o aporte de R$ 400 mil, pela FAPEPI, as ações serão desenvolvidas até março de 2022, no campo experimental da Embrapa, em Teresina, e em áreas da zona rural da capital do Piauí. Liderado pelo pesquisador Eugênio Celso Emérito Araújo, o projeto vai executar atividades com uma equipe de mais seis cientistas, todos da Embrapa, estudando, por exemplo, o efeito da desfolha manual no período seco  sobre a floração da cajazeira; manejo de irrigação na fase reprodutiva; avaliação de formas de colheita de frutos; manejo da mosca das frutas e de doenças.
 
O termo de cooperação técnica foi celebrado em solenidade na manhã desta quinta-feira 07, pelo presidente da FAPEPI, Francisco Guedes Alcoforado Filho; e o chefe adjunto de Administração e Finanças da Embrapa Meio-Norte, Oscar Lustosa Júnior, na abertura do fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). O evento, que reúne os presidentes e diretores das 26 Fundações de Amparo à Pesquisa do País, vai até esta sexta-feira 08,  discutindo e deliberando sobre as ações de fomento à pesquisa científica, tecnológica e de inovação desenvolvidas nos Estados.
 
A CAJÁ
Árvore da família das Anacardiáceas, a cajazeira é cultivada nos estados de Sergipe, Paraíba Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, no Nordeste. Na Amazônia brasileira, a cajá ou o cajá é chamada também de taperebá. Nos estados do  Sul do Brasil, o nome é cajazeira ou cajá mirim.
 
Essa espécie se adapta aos climas úmido, sub-úmido e quente, podendo alcançar até 25 metros de altura. O fruto tem a casca fina e de coloração amarelo-laranja. Mesmo sendo ácida, a polpa é muito saborosa. e saborosa. Rica em vitaminas, como  a “A”, a cajá  é fonte de  fibras, fósforo, ferro e cálcio. A polpa  é muito usada na elaboração de geleias, compotas, licores, sucos e sorvetes.
 


Fonte: Embrapa Meio Norte

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